segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Falando Sério



EU NÃO SOU PERFEITA!

          Recentemente me aconteceu uma coisa engraçada que resolvi compartilhar com vocês. Como grande aficionada por séries, faço parte de um site em que se pode marcar episódios assistidos, dar nota e comentar sobre os mesmos. Sendo assim, comentei recentemente sobre o final de uma série que não me agradou: Hannibal. A série foi maravilhosa! Super bem escrita, com cenas muito bem produzidas e uma fotografia de tirar o chapéu. Mas, por alguma razão, o final não me encantou como o restante havia feito (não haverá um spoiler; prometo!). Talvez eu não estivesse em um dia muito bom e tenha deixado outras questões me levarem. Mas o motivo não importa. Eu simplesmente comentei que não havia gostado. 

          Para minha surpresa, logo abaixo apareceu uma resposta me chamando de ridícula. Na hora senti um certo nervosismo, talvez até vergonha. Mas por que algo tão pequeno estava me abalando tanto? Todos nós sabemos que quando escrevemos qualquer coisa em um local público estamos sujeitos a receber críticas negativas e olhares retorcidos. Isso não deveria me surpreender; até porque eu sabia que estava escrevendo um comentário que ia de encontro aos da grande maioria. 

          O problema é que, desde a minha infância, fui ensinada a ter um comportamento exemplar: meus pais só aceitavam notas altas (entre outras coisas) e, se por algum motivo eu não correspondia a este padrão de excelência, apanhava bastante. 

          Não estou querendo colocar em discussão a questão da palmada. Não é isso. Mas sim fazer pensar sobre o quanto estas cobranças excessivas na infância nos acompanham pela vida toda e nos fazem sofrer, pois mesmo que viremos adultos e não tenhamos mais que responder aos pais pelos nossos atos, nós mesmos acabamos por nos tornar nossos próprios carrascos. Foi exatamente isso que o comentário gerou em mim: uma necessidade de auto punição por não ter sido perfeita. 

          E, enquanto alguns ao ler isto estarão rindo e pensando no como eu sou uma boba, tenho certeza que outros estarão se identificando e percebendo que necessitam soltar este peso que carregam desde a infância. 

          Por fim, consegui perceber que, ao me chamar de ridícula, a pessoa talvez tenha me feito um bem que não poderia imaginar; me fez repensar o quanto eu passei a vida toda me cobrando perfeição e o quanto acabei me frustrando, uma vez que perfeição não existe. Logo, nunca consegui atingir a meta. 

          Viva a imperfeição! Viva as opiniões contrárias a maioria! Viva os comentários bobos e as atitudes infantis de vez em quando! Em vez de tentar ser perfeita, eu quero tentar é ser feliz!

Nenhum comentário: