EU NÃO SOU PERFEITA!
Recentemente
me aconteceu uma coisa engraçada que resolvi compartilhar com vocês. Como
grande aficionada por séries, faço parte de um site em que se pode marcar
episódios assistidos, dar nota e comentar sobre os mesmos. Sendo assim,
comentei recentemente sobre o final de uma série que não me agradou: Hannibal.
A série foi maravilhosa! Super bem escrita, com cenas muito bem produzidas e
uma fotografia de tirar o chapéu. Mas, por alguma razão, o final não me encantou
como o restante havia feito (não haverá um spoiler; prometo!). Talvez eu não
estivesse em um dia muito bom e tenha deixado outras questões me levarem. Mas o
motivo não importa. Eu simplesmente comentei que não havia gostado.
Para minha
surpresa, logo abaixo apareceu uma resposta me chamando de ridícula. Na hora
senti um certo nervosismo, talvez até vergonha. Mas por que algo tão pequeno
estava me abalando tanto? Todos nós sabemos que quando escrevemos qualquer
coisa em um local público estamos sujeitos a receber críticas negativas e
olhares retorcidos. Isso não deveria me surpreender; até porque eu sabia que
estava escrevendo um comentário que ia de encontro aos da grande maioria.
O problema é
que, desde a minha infância, fui ensinada a ter um comportamento exemplar: meus
pais só aceitavam notas altas (entre outras coisas) e, se por algum motivo eu
não correspondia a este padrão de excelência, apanhava bastante.
Não estou
querendo colocar em discussão a questão da palmada. Não é isso. Mas sim fazer
pensar sobre o quanto estas cobranças excessivas na infância nos acompanham
pela vida toda e nos fazem sofrer, pois mesmo que viremos adultos e não
tenhamos mais que responder aos pais pelos nossos atos, nós mesmos acabamos por
nos tornar nossos próprios carrascos. Foi exatamente isso que o comentário
gerou em mim: uma necessidade de auto punição por não ter sido perfeita.
E, enquanto
alguns ao ler isto estarão rindo e pensando no como eu sou uma boba, tenho
certeza que outros estarão se identificando e percebendo que necessitam soltar
este peso que carregam desde a infância.
Por fim,
consegui perceber que, ao me chamar de ridícula, a pessoa talvez tenha me feito
um bem que não poderia imaginar; me fez repensar o quanto eu passei a vida toda
me cobrando perfeição e o quanto acabei me frustrando, uma vez que perfeição
não existe. Logo, nunca consegui atingir a meta.
Viva a
imperfeição! Viva as opiniões contrárias a maioria! Viva os comentários bobos e
as atitudes infantis de vez em quando! Em vez de tentar ser perfeita, eu quero
tentar é ser feliz!
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