terça-feira, 4 de agosto de 2015

Cultura Pop:

OS HERÓIS QUE NÃO MORRERAM DE OVERDOSE

          Sempre fui uma garota que curte Rock N' Roll. Desde a adolescência ouvia muitas bandas que ainda hoje estão por aí e que muito adolescente ainda hoje curte bastante.

          Ontem à noite, ao mudar a TV de canal aleatoriamente, encontrei um show do Guns N' Roses de uns dois ou três anos atrás. Foi impossível não comparar o Guns da minha adolescência com este outro que passava pelos meus olhos.
          Nunca fui muito ligada em notícias sobre cantores, bandas ou outros artistas que admiro. Logo, só sei o pouco que ouço pela TV ou leio eventualmente pela internet. Sendo assim, não tenho aprofundamento sobre o que o Guns tem feito nos últimos anos. Assisti pela TV o show deles no Rock in Rio e lamentei não ter conseguido ir ao show em Porto Alegre em 2012. Mas deu uma certa tristeza quando percebi que o Axl realmente já não era mais o mesmo. Não alcançava mais as notas mais agudas, não tinha mais aquele fôlego todo para segurar a última sílaba da música ou mesmo a energia para correr de um lado para outro. Claro que ele já está com seus 50 e tantos anos, mas não acredito que a idade seja a responsável.
          Ao ouvir aquele cara se dizendo um cold heartbreaker que vai partir meu coração em dois, algo me disse que ele também sentia o mesmo sobre si próprio. Não havia mais aquela excitação por estar no palco como antigamente.
          A banda sem o Slash já não é mais a mesma. Claro que os atuais integrantes são muito bons e certamente não tocariam no Guns se não os fossem, mas a magia não está mais lá.
          Claro que eu assisti o show até o fim e quase chorei com November Rain. Não entendam mal, eu ainda sou fã e iria no show se possível, mas falta aquele plus...
          O tecladista em determinado ponto de Knockin' on Heaven's Door chegou a fazer menção em terminar a música por ali, pois já tinham repetido o refrão várias vezes. Mas o Axl insistiu em mais um bis para tentar pela última vez uma nota mais aguda que, embora levemente desafinada, acabou saindo.
          O pedido final de Axl para ser levado a cidade paraíso, onde a grama é verde e as garotas são lindas, encerrou o show corretamente: Oh, won't you, please, take me home?

          No lado oposto, gostaria de falar que U2 e Pearl Jam me deixam mais fã a cada ano. As duas cresceram muito ao longo do tempo, seja pela qualidade do som ou pelo amadurecimento de sua membros. Não é a toa que eles continuam populares até hoje.
          Lembro do Bono dos anos 90 e nem consigo acreditar que se trata da mesma pessoa!

          No meio do caminho tem aqueles que continuam mais ou menos a mesma coisa (como eu disse, não acompanho tão de perto, mas tenho uma percepção mais geral): Metallica, Aerosmith e bandas de punk, como Green Day e Rancid (que amo!!!). Estas tiveram um gráfico mais perto do linear.

          Por fim, gostaria de dar uma atenção especial ao Sebastian Bach, do Skid Row, que me deixou super feliz com sua aparição na série Gilmore Girls há alguns anos atrás. Ele interpretava um guitarrista de uma banda da cidade e era super bem humorado. Ele, que fazia qualquer adolescente dos anos 90 suspirarem com sua beleza fora do comum, assim como Axl Rose, também envelheceu. Porém, não se apegou ao passado e conseguiu arrancar muitos sorrisos (e até risadas) como ator. Nota 1000 para ele!!!

Grande beijo pessoal


 

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